Sunday, May 25, 2014

Core no World of Logs

Conaiada, foi criado o perfil da guild no Worldoflogs, pra quem não conhece é um site que tem por objetivo te apresentar de forma detalhada tudo o que aconteceu durante um determinado evento (desde que você up os logs).


Enfim, a estréia dele foi ontem durante SoO de Malkorok até Paragons e os logs estão postados de forma privada (membros da guild apenas). Quem tiver interesse, crie um login no site e entre na guild:

http://worldoflogs.com/guilds/321876/

Lynnya.

Monday, April 14, 2014

I Encontro da IiF

Pessoal, surgiu a ideia de fazermos o Encontro | Festa de Final de Ano da Guilda no Rio de Janeiro.

O Conselho da Guilda estara definindo datas e locais de hospedagem no proximo mes e em breve divulgaremos. Jah vao preparando o cartao de credito para comprar passagem em 10x! Sera em dezembro ou em janeiro. Iremos arrumar hospedagem baratinha e/ou de graca para o maximo de pessoas possivel.

A Inventory is Full conta com vcs!
Escolhemos o RJ por ser central em relacao a todas as regioes do Brasil, ter um bom contingente de membros e facilidade de passagens.

Neste post irei atualizando as novidades!

Thursday, March 20, 2014

Filhos de Exodar ::: Parte I

Há algum tempo atrás, comecei a escrever a saga da Jubhannei, vejam se vcs gostam, essa eh a primeira parte do primeiro capitulo! [LONGO, MAS LEIAM E OPINEM]

PARTE I

Havia tempos que ela nao escutava a propria historia. Mas Nobundo iria contar vez ou outra durante sua infancia. Crescer dentro de Exodar, uma nave, enclausurada e cercada das mesmas pessoas a entediava demais.
Assim foram os primeiros anos de Jubhannei. Sendo tratada como uma orfa diferente das demais, afinal era filha de um grande comandante morto durante a fuga para longe de Draenor.

E por mais que os draeneis nao fizessem muita diferenciacao no trato de todos os infantes de Exodar, ficava claro que Jubhannei nao deveria ser mantida junto com os demais. Era irrascivel, tempestuosa e incorformada. E por isso, cedo, foi mandada a Nobundo para que tivesse algum ensinamento em nome de seu finado pai.

Pouca sorte, dizia ela a si mesma. Por que nao estava junto das outras criancas, livre para correr e brincar pela nave? Sempre fadada a estudar e escutar os longos sermoes do mestre. Em alguns momentos de total descontrole, Nobundo segurava-a pelo braco fino e dizia: - o futuro cabera a voce, mas neste momento, eu preciso faze-la alcanca-lo.
Debatia-se e gritava, como uma potra chucra. Nobundo esperava pacientemente ate que aquela balburdia se dissipasse. As vezes, por horas. Nunca a mimou, mas de certo nunca havia a destratado. Ate aquele dia.

*   *   *

Mais um ciclo, pois nao haviam manhas em Exodar, se passara. Jubhannei acordou para aquilo que seria um dia comum, na prisao que era seu lar.
Levantou cedo como de costume. Dormia num comodo ao lado de outros estudantes de Nobundo. Todos mais velhos, ultrapassando a adolescencia. Ela, jovem, acabara de chegar a puberdade e achava extremamente massante conviver com todos aqueles monotonos aprendizes. Contudo, era sua vida, e a unica que conhecia.

Colocou seus trajes purpura - uma calca simples, polainas e uma camiseta bordada, que marcava os iniciados. O comodo era simples. A cama, como as demais em Exodar, era oval, e no nicho havia um colchao de plumas de sabe-se-la-oque, ha muito extinto em seu planeta abandonado. Bicho que jamais vira ao vivo. Ou vivo. No comodo, uma portinhola levava ao banheiro. Alguns poucos comodos em Exodar tinham banheiros individuais. A maior parte dos estudantes de Nobundo dividiam os vestiarios da ala cristalina, onde habitavam alguns dos mestres na arte de esculpir e canalizar o poder dos abundantes cristais do que outrora fora Argus. Ou ate mesmo Draenor. Agora, ambos nao passavam de historia. Meras lembrancas vagas, jamais vividas plenamente.

Ela se detinha nas tarefas matutinas: escovou os dentes, penteou os cabelos a contra-gosto e colocou a tiara na cabeca, para prender os fios indesejados no rosto. Antes que pudesse sair para os sermoes junto com os outros shamans, escutou alguem bater firme a porta. Tres batidas e nada mais. So podia ser uma pessoa.

Ela correu ate a porta cheia de runas e tocou o grande cristal azul no centro. Suavemente, ele mudou para um tom arroxeado e a porta deslizou para traz, moveu-se para o lado e embutiu-se na parede. Era quem ela imaginava. Thura tinha a cara esbaforida diante de Jubhannei. Com olhos largos:
- Voce nem sabe.
Desdenhosa, a jovem virou-se:
- Esta muito cedo, nao ve que nem acabei de me arrumar? O que te traz aqui a essa hora? Estou indo pra aula.
Thura era um dos infantes da nave. Mas ao contrario de Jubhannei, ele estava acompanhado de seu pai, e ambos habitavam um comodo largo na Galeria das Luzes. O pai, um heroi de guerra, o ensinava no caminho da Luz. Pelo que ela sabia, a mae nao sobrevivera a fuga.

- Escutei meu pai dizer que Exodar esta a pino!
- O que? Pino? - as palavras soaram estranhas a garota.
- Parece que estamos ha muito tempo andando por ai e a nave vai cair. Esta quebrada, sem energia, nao entendi direito.
- Eu acho que voce escutou uma conversa que nao devia e nao entendeu NADA direito, Thura. Vah pra sua aula. Eu tenho que ir pra minha, se nao Nobundo me esfola.
- Nao exagera, ele nem briga com voce. Eu escutei meu pai dizer isso com um soldado e depois ele saiu correndo porta a fora, mandou eu ir ate o templo e ficar lah. Mas precisava vir te contar.
- Ele mandou voce ir pra aula, isso sim!
- Tem alguma coisa errada... ele nunca fala desse jeito!!!
- Thura, quando eu chegar no salao de cristal eu vejo isso, tah? Me da licenca?
O garoto resmungou, deu de costas e saiu correndo, com os cascos batendo no chao polido do corredor, de volta por onde veio.
Jubhannei tambem nao se demorou. Pegou a mochila de couro de clefthoof que jazia dependurada de um gancho na parede, carregada de cristais e outras bugingangas shamanisticas, saiu, selou a porta com a palma da mao e correu pelo mesmo corredor.

*   *   *

Nobundo estava de costas, falando com um shaman mais velho, no mezanino em que ministrava seus ensinamentos. Ao lado, na parede mais distante da sacada, havia uma pequena alcova com uma almofada, alguns cristais luminescentes e um pulpito baixo onde pousava um grosso livro. Era ali onde ele mesmo estudava. Sempre repetia que um mestre nunca deixava de estudar, pois para ensinar aos outros, deve-se sempre estar aprendendo. Nao que Jubhannei desse ouvidos pra isso, mas era quase como um mantra e podia lembrar-se de cada frase dita repetidas vezes pelo velho mestre. Ela nem podia calcular a idade de Nobundo. Para ela, era um soma tao grande quanto a eternidade.

Subiu a rampa e deparou-se com o velho broken no balcao, de expressao fechada. Brokens sao draeneis alterados fisicamente devido a todo o grande sofrimento que seu povo passou por incontaveis anos. Ela nao queria pensar nesta soma de tempo, que juntamente com a idade do mestre, perfazia inumeras linhas imemoriais. Balancou a cabeca e parou no cume da rampa, enquanto via a face cerrada de Nobundo ficar indescritivelmente mais franzida conforme o outro shaman continuava o discurso, aos sussuros.

Nao havia mais ninguem la, nenhum outro aprendiz. Sera que havia algum recado e ela nao o recebera?

Nobundo virou o olhar. Os draeneis nao tem pupilas como outros humanoides, e eh dificil dizer para onde olham. Mas um simples maneio de cabeca, fez Jubhannei perceber que o mestre a fitara. Continuou parada onde estava, na balaustrada em que terminava a rampa. Talvez tenha ficado mais imovel que o normal, considerando sua hiperatividade, quando notou a ausencia de outros estudantes. Por um segundo, lembrou das noticias de Thura, mas fingiu nao acreditar e imaginou mais um sermao exclusivo, daqueles especiais por ter sido cabeca-dura ou mal-criada.

O mestre tocou o ombro do shaman, fez um reverencia e o dispensou. Continuou olhando pelo balcao do mezanino como se a paisagem fosse vasta e infinita. E nao apenas a cupula interna de Exodar, a unica visao que ela ou qualquer outro draenei ali dentro tem do horizonte. Ele seguia de costas, mas ela podia ver ser rosto, com os longos tentaculos pendentes do queixo, a observar a pequena imensidao a sua frente.

- Jubhannei, venha ca, minha querida.

As vezes, ela sentia uma ponta de culpa por nao ser tao carinhosa com ele quanto ele era com ela. Na cabeca de Jubhannei, nao havia porque ser doce com qualquer um ali. Todos eram feitores de sua escravidao, de sua clausura. Ela queria os macios bracos da mae, uma bela sacerdotisa da Luz, de cabelos brancos como a neve, a quem puxara. Ou sentia a falta da voz grossa mas gentil de seu pai, o comandante, grande conhecedor dos elementos e de suas forcas.

- Sim, mestre.

Caminhou com passos apertados ate alguns metros dele. Jubhannei nao era fragil ou medrosa. Mas naquele momento, sentiu um leve desconforto com toda essa variacao no seu cotidiano. Os anos a fizeram ressabiada a novidades. E sua rebeldia nao tinha respostas para como proceder numa hora dessas.

- Chegue mais perto, quero te mostrar algo... - com um gesto, Nobundo ofereceu um lugar ao lado dele no balcao do mezanino.
A garota caminhou tensa ate lah, e obedecendo ao velho shaman, aproximou-se e apoiou os bracos no parapeito. Olhou para baixo e pode ver a fonte que margeava a base do mezanino. A agua placida refletia os dois, no alto.

- Menina... vamos viver uma grande mudanca... queria compartilhar isso com voce.
- Mestre... eu... onde estao os outros?
- Mandei-os de volta a seus comodos. Somos muitos aqui em Exodar, voce sabe. - Ele respirou profundamente pelas narinas abertas em seu rosto sem nariz. - Mas sao poucos os que possuem uma jornada mais dificil que os demais.
- Mestre, se voce esta falando de algo sobre a nave cair... eu ja...
Nobundo franziu o cenho e virou rapido para Jubhannei:
- O que? Quem te disse isso?
Percebendo sua terrivel indiscricao, tentou corrigir:
- Ninguem, eu escutei nos corredores vindo pra ca quando passei por...
- Nao minta, Jubhannei. Seu olhos te traem. Todos os olhos traem os mentirosos. - ate mesmo os sem pupilas, ficou claro.
Jubhannei, de longe, nao era uma mentirosa. Pelo contrario, era franca e sincera. Mas nao queria delatar a pequena fofoca de Thura, que pouco antes, ela julgara uma ma compreensao.
- Nao, mestre, eu nao estou mentindo, eu sequer acab...
- Jubhannei: vamos mudar de vida dentro em breve. - o mestre a interrompeu secamente. - Vamos pousar.
- Pousar? - Jubhannei imaginou que a noticia era tao importante que fizera o mestre esquecer a omissao de suas fontes.
- Quem falou que a nave ia cair?
Por alguns segundos, Jubhannei temeu. Nao pela pergunta em si, mas por falar algo que talvez seu mestre nao soubesse. E pelo que lhe constava, seu mestre era importante e de tudo sabia.
- Mestre, eu soh escutei vindo pra ca e...
- MENINA, quem voce pensa que eh para nao dizer a verdade para aquele que nunca te faltou com ela? A vida de todos que voce conhece esta em suas palavras. Por que voce diz que Exodar vai cair?

Os draeneis sao pessimos mentirosos. Ao que parece, eh algo profundamente enraizado em sua raca dizer a verdade. Esse povo tao nobre e evoluido, teve uma sociedade baseada em virtudes. Nao em falhas de carater.

- Mestre... - Jubhannei ficou surpresa com o tom rispido do velho. Ele nunca tinha a tratado como uma criminosa, por nada, nem por tao pouco, nem tao rapido. Tudo estava girando na cabeca da jovem draenei. O que afinal de contas estava acontecendo? Ela apenas repetira as palavras do amigo e jamais imaginara que isso iria torna-la uma transgressora.

Mas como sabido, os draeneis sao pessimos mentirosos... e sob o olhar inquisidor do mestre, a garota acabou cedendo:
- Foi meu amigo que me contou hoje bem cedo... ele veio lah no comodo me contar.... disse que escutou do pai... eu nao quis mentir, mestre... Mas eu, eu nao quis, nao faca nada com o Thura, ele nao falou por mal, ele apenas veio me contar...ele achou estranho, veio me avisar, eu nao sei...

A essa altura, Jubhannei jah estava nervosa e prendendo o choro. Seu mestre nunca havia a pressionado assim, nem mesmo quando ela fizera as maiores diabruras dentro da nave. Certa vez, ela congelou uma fina camada de agua em todo o pavimento inferior do salao de cristal e fez 4 ou 5 shamans escorregarem pra dentro da fonte. Nao bastasse o piso polido de Exodar, os cascos no gelo trairam seus donos e arrancaram grandes gargalhadas dos mais afurtunados que nao deslizaram para dentro d'agua.

Nobundo, por outro lado, nao arrefeceu com a confissao:
- Thura? Nao eh o filho do Capitao-Paladino Domeni?
- Eh sim, mestre, por favor, nao diga que eu o entreguei, ele nao fez por mal por favor, mestre!!!! - Jubhannei jah solucava.
Como aquele dia podia comecar tao estranho?

Nobundo suspirou e olhou vago para longe. Ignorou a encolhida draenei ao seu lado e fitou o grande vao a sua frente, a alma de Exodar.
Sibilou baixo, em tom de confissao:
- Parece que os draeneis estao aprendendo a mentir. Eh mesmo o nosso fim.

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As lagrimas mal haviam secado do rosto palidamente azul da jovem draenei e seus minutos de reflexao tomaram outro rumo. Nobundo cessou abruptamente o silencio, virou-se para a garota, ajoelhando-se diante dela:
- Jubhannei. Eu ia te contar uma outra versao do que estah por vir. Mas agora nao sei se ela eh a realidade. - Abaixou a cabeca e pensou por alguns segundos.

- Preciso que voce fique aqui. Aqui mesmo no mezanino. Vou descer e falar com outros mestres. Vou procurar Exarch Melanaar e o Anchorite Kaazan para saber o que realmente se passa. O que esta chegando aqui no salao de cristal nao parece mais ser confiavel. O que vem dos corredores sempre tem seu fundo de verdade, eu preciso saber o que estar realmente acontecendo.

- Mestre, mas e se ele apenas escutou errado e...

- Filha... assim como voce, Thura nao mente.

- Mas... eu menti para o senh... - Ele a calou colocando a longa e grossa garra em seus labios:

- Nao, voce me contou a verdade. Voce escutou no corredor vindo para ca.


Agora Jubhannei nao sabia mais se havia mentido ou se havia dito a verdade. E se os draeneis tivessem mesmo aprendido a mentir?


*   *   *